Time’s Up perde força em Hollywood após série de escândalos

Nomes como Shonda Rhimes e Eva Longoria deixaram a organização, que sofre uma crise de identidade

Publicado em 5/9/2021
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O movimento Time’s Up, que nasceu para combater a discriminação de gênero e a violência sexual contra as mulheres no ambiente de trabalho, derrete a cada dia após uma série de escândalos. Neste sábado (4), oito integrantes proeminentes do conselho renunciaram aos cargos, entre eles a produtora Shonda Rhimes, de Grey’s Anatomy.

As atrizes Jurnee Smollett (Lovecraft Country) e Eva Longoria (Desperate Housewives) estão na turma que abandonou o movimento. A debandada vem nove dias após a CEO do Time’s Up, a advogada Tina Tchen, deixar o comando da organização.

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Queda após três anos

O desmonte no Time’s Up é um capítulo triste de uma história que tinha tudo para ser relevante. No primeiro dia de 2018, celebridades e profissionais de renome em Hollywood fundaram o movimento, resposta ao efeito causado pelas denúncias contra Harvey Weinstein, produtor de cinema condenado por assediar mulheres durante cinco décadas.

No começo, a organização teve um impacto positivo, usando astros e estrelas de Hollywood para levantar a bandeira contra a violência sexual que as mulheres sofrem na indústria do entretenimento. Com o tempo, a causa passou a abranger outras áreas profissionais.

Há dez dias começou o tombo do Time’s Up, envolvido no lado errado do caso Andrew Cuomo, ex-governador de Nova York que deixou o cargo no mês passado após surgir acusações de que ele assediou sexualmente 11 mulheres durante os dez anos em que esteve no comando do Estado americano. 

Tina Tchen, ex-CEO do Time’s Up (Reprodução/Instagram)

Caso Cuomo

Em 26 de agosto, uma reportagem do jornal Washington Post revelou que Tina agiu diretamente contra uma das vítimas de Cuomo, a assistente Lindsey Boylan, impedindo que uma nota do movimento a favor da vítima fosse divulgada.

O veículo mostrou que Tina, juntamente com outras diretoras da entidade, agiram contra o apoio a Lindsay, a primeira mulher que denunciou Cuomo publicamente. O Post teve acesso a mensagens trocadas entre diretoras do Time’s Up com a principal conselheira do político.

Agora, a atriz Ashley Judd lidera um grupo de mulheres que permanece no conselho do movimento para tentar reestruturá-lo e achar uma nova liderança.

O escândalo Cuomo só foi mais um. Em março, o Time’s Up sofreu uma perda parecida de integrantes após denúncias contra Esther Cuoco, uma das fundadoras do grupo, de que ela atrapalhou propositadamente revelações de casos de assédio em uma universidade sediada no Estado de Oregon (EUA).


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