The Walking Dead está chegando ao fim; entenda o motivo! (Fonte: Reprodução)
The Walking Dead está chegando ao fim; entenda o motivo! (Fonte: Reprodução)

Para a maioria daqueles que têm seguido The Walking Dead na última década, o anúncio desta semana de que a AMC terminaria a série após a 11ª temporada certamente foi um choque. Afinal, o The Walking Dead Universe parece estar apenas começando, e a série principal é ainda um sucesso de público.

Além disso, quando as HQs de Robert Kirkman chegaram ao fim, ouvimos falar que isso não impactaria na série. Mais do que isso, que o show poderia durar 12, 15 ou até mesmo 20 anos. Contudo, seis meses após o início da pandemia de Coronavírus (COVID-19) no ocidente, a AMC acabou com a sua série principal.

Pode parecer que a pandemia tenha algo a ver com esse anúncio; afinal, muita coisa se atrasou na franquia com as paralisações. No entanto, isso não deve ter muita relação com o fim. No máximo, o atraso que fez a 10ª temporada se estender e atrasou em um ano a 11ª temporada fez com que o show não terminasse na 12ª temporada por uma questão de nomenclatura.

Então, por que AMC decidiu dar um fim a série principal da franquia? Há uma série de razões pelas quais The Walking Dead está dando adeus, e listamos abaixo as que o Uproxx considerou mais importantes:

A fonte secou

Os quadrinhos de The Walking Dead (Fonte: Reprodução)

Depois de sugerir que a série de quadrinhos provavelmente duraria mais que a série de televisão, Robert Kirkman encerrou abruptamente The Walking Dead no ano passado. Sem os arcos das HQs de Kirkman, a série não seria a mesma; basta olhar para Fear the Walking Dead. Ainda há um grande arco restante para ser adaptado para televisão, sobre a comunidade Commonwealth, e o programa deve encerrar por aí.

Mais hype para Rick Grimes

Andrew Lincoln como Rick Grimes e Danai Gurira como Michonee em The Walking Dead (Fonte: Montagem/Reprodução)
Andrew Lincoln como Rick Grimes e Danai Gurira como Michonee em The Walking Dead (Fonte: Montagem/Reprodução)

Ainda veremos mais 30 episódios e ao menos mais uma temporada de Fear the Walking Dead. A expectativa para The World Beyond, o mais novo spin-off da franquia, é de duas temporadas. Assim, os filmes protagonizados por Andrew Lincoln provavelmente chegarão para encerrar essa “fase” do The Walking Dead Universe.

O anúncio do fim da série permite que o trabalho criativo da franquia siga em direção a esse objetivo final, além de gerar entusiasmo para essa reta final. Dramas geralmente anunciam uma data de término com alguns anos de antecedência (vide Lost) para trazer de volta os que desistiram por achar a série alongada, como muitos fizeram com The Walking Dead durante o arco de Negan.

Saída de estrelas

Sonequa Martin-Green como Sasha e Lauren Cohan como Maggie em The Walking Dead (Fonte: Reprodução)

Na maior parte de sua história, The Walking Dead viu seus roteiristas matando personagens, tendo que se despedir de atores como consequência. Mas nos últimos anos, foram os atores que tomaram a decisão de deixar o show. Isso é esperado para qualquer série de longa duração, particularmente uma que é filmada ao ar livre no meio do verão da Geórgia.

Os roteiristas mataram Carl, mas Andrew Lincoln e Danai Gurira saíram por conta própria, mesmo que ainda estejam ligadas com a franquia. Lauren Cohan tentou ir embora, mas foi puxada de volta depois que Whiskey Cavalier, sua nova série, foi cancelada. Sonequa Martin-Green também partiu para Star Trek, e Christian Serratos deve se despedir em breve para estrelar Selena na Netflix.

Tudo isso é relevante para o fim de The Walking Dead, mas talvez nada seja tão relevante quanto a razão abaixo:

Dinheiro!

Por trás das câmeras de The Walking Dead (Fonte: Reprodução)

Como a maioria das coisas, o fim de The Walking Dead é principalmente sobre o dinheiro. É certo que a AMC estava feliz em bancar o alto custo de produção da série quando ela atingia entre 15 e 20 milhões de espectadores nas noites de domingo. Mas a audiência caiu bastante nos últimos anos, enquanto os orçamentos só aumentaram conforme as novas temporadas avançaram.

Além disso, como o The Hollywood Reporter aponta, os direitos da série para o streaming foram vendidos para a Netflix anos atrás em um acordo, e é aí que está o dinheiro real atualmente; especialmente porque as taxas de anúncios caíram recentemente.

O spin-off sem título de Carol e Daryl permitiria que a AMC continuasse seguindo as duas personagens mais populares da série, reduzindo o orçamento significativamente, redefinindo o enredo e revendendo os direitos de streaming doméstico e internacional.

Seria uma aposta dizer que a série de Norman Reedus e Melissa McBride é menos um spin-off do que uma continuação. Ela permitirá que a AMC continue tudo que está dando certo com o programa e jogue tudo que não está vingando fora. E novos acordos com seus distribuidores de VOD certamente cairiam muito bem.