Na despedida, Brooklyn Nine-Nine discute repressão policial e propõe reformas

Última temporada de Brooklyn Nine-Nine estreia na madrugada de quinta-feira (9) para sexta, na Warner

Publicado em 09/09/2021 05:00
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Comédia vencedora do Globo de Ouro, Brooklyn Nine-Nine apresenta uma temporada final contextualizada com o clima denso que cerca a força policial americana. Episódios da série foram refeitos para abordar a repressão de agentes da lei e discutir reformas na segurança pública. Tudo para refletir os protestos que eclodiram após o assassinato brutal de George Floyd (1973-2020).

A oitava e última temporada de Brooklyn Nine-Nine estreia no Brasil na madrugada de quinta-feira (9) para sexta, à 0h30, na Warner Channer. A leva derradeira é composta por dez capítulos.

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Stephanie Beatriz com Andy Samberg na última temporada de Brooklyn Nine-Nine (Divulgação/NBC)

Humor politizado

Brooklyn Nine-Nine não é estranha a temas mais pesados. A série já fez um episódio bem dramático sobre racismo, por exemplo. Contudo, a marca da atração sempre foi a leveza. O desafio para a temporada derradeira foi equilibrar situações engraçadas com um assunto que precisava ser tratado com profundidade.

Qualquer produção policial americana da atual década, comédia ou drama, não teria como fugir dos tópicos sociais que entraram em debate após a onda histórica de protestos nos EUA, um movimento em volume só visto antes nas marchas de luta pelos direitos civis, nos anos 1950 e 1960.

Por isso que, como o ator Terry Crews revelou, Brooklyn Nine-Nine teve de refazer capítulos para encenar como a polícia está sendo vista pelo povo na atualidade. A oitava temporada retrata a repressão policial, prisões injustas, descontentamento de sargentos/detetives, desconfiança da população e reformas no sistema.

Busca por soluções

John C. McGinley na oitava temporada de Brooklyn Nine-Nine (Divulgação/NBC)

[Atenção: pequenos spoilers a seguir da oitava temporada]

O retorno de Brooklyn Nine-Nine espelha a pandemia que o mundo todo ainda enfrenta. A nova leva de episódios começa em junho de 2020, mostrando a rotina na delegacia 99, no bairro do Brooklyn (em Nova York), com todos os protocolos sanitários em ação. Depois, há um salto no tempo para o presente.

A detetive Rosa Diaz (Stephanie Beatriz) abandonou a força e virou uma investigadora particular. Ela tomou essa decisão difícil para ajudar vítimas de violência policial. Em conversa com Jake (Andy Samberg), a reservada agente abriu o jogo falando sobre a necessidade de se fazer algo para mudar o status quo.

O caso que abre os trabalhos é de uma mulher negra acusada de resistir a uma prisão. Aqui, Brooklyn Nine-Nine adentra no corporativismo da polícia, que peleja para acobertar a situação e faz de tudo para não fichar os colegas de farda

Entra em cena um personagem importante, impecavelmente bem defendido pelo ator John C. McGinley, que interpreta Frank O’Sullivan, presidente do sindicato dos policiais. Ele encarna uma versão retrógrada e burocrata de alguém que não mede esforços para livrar os filiados de qualquer punição, usando argumentos absurdos como defesa.

Paralelo a isso, a sargento Amy Santiago (Melissa Fumero) trabalha em um projeto que recomenda uma reforma na polícia, utilizando como base uma argumentação controversa que existe na vida real, sobre a diminuição de recursos injetados na segurança pública.

O capitão Raymond Holt (Andre Braugher) ajuda Amy e cita um exemplo de algo que ocorreu no distrito policial 99 neste ano: “menos policiais nas ruas resultou em uma diminuição de prisões equivocadas, os números de reclamações contra a polícia caíram e menos casos foram jogados fora devido a provas insuficientes“. Como tal plano é radical, Amy e o chefe vão encontrar resistência na alta cúpula da polícia.

Veja o trailer, em inglês, da oitava temporada de Brooklyn Nine-Nine:


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