José Padilha vai dirigir série sobre bastidores do filme Último Tango em Paris

Lançado há meio século, o longa recebe críticas negativas pelo forte teor de violência sexual e emocional

Publicado em 29/11/2021 10:41
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O cineasta brasileiro José Padilha (Narcos) será um dos diretores de minissérie sobre os bastidores controversos do filme Último Tango em Paris (1972). Ele estará nessa empreitada ao lado de Lisa Brühlmann (Killing Eve). A produção vem dos estúdios da CBS e vai explorar o antes, durante e depois do drama erótico polêmico, criticado desde a estreia por conter cenas fortes de violência sexual e emocional.

A proposta do projeto é narrar a história partindo de três pontos de vista: dos protagonistas Marlon Brando (1924-2004) e Maria Schneider (1952-2011), assim como do diretor Bernardo Bertolucci (1941-2018). Tanto Brando quanto Bertolucci foram indicados ao Oscar.

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Há meio século, Último Tango em Paris convive com críticas negativas, principalmente por mostrar uma cena de estupro que, por mais que tenha sido só uma simulação, afetou psicologicamente a vida de Maria. No longa, ela interpretou a jovem parisiense Jeanne, envolvida em uma relação carnal com Paul (Brando), um dono de hotel bem mais velho.

Existem relatos de como os homens por trás de Último Tango em Paris trataram muito mal Maria. Ela, supostamente, foi explorada e humilhada durante as gravações. Depois, foi ridicularizada por sua participação na trama. A jovem atriz recebeu apenas US$ 4 mil de compensação para fazer o filme e disse que a experiência no set a levou ao vício e à problemas de saúde mental.

Intitulada de Tango, a minissérie pretende abordar questões de identidade, fama e ambição artística, ambientada na Itália, França e Estados Unidos. O início da jornada parte da viagem que Bertolucci fez até Los Angeles, em 1971, para convencer um falido Marlon Brando a ser o protagonista de um longa sobre uma obsessão sexual perturbadora.

Em nota, José Padilha disse que “Tango conta a história de dois homens abusando de uma jovem inexperiente, não por sexo, mas por uma questão de arte. Eles fizeram isso diante das câmeras, e a cena resultante transformou-se em um grande filme, aclamado pela crítica e pelo público. O diretor e os atores se deleitaram com o sucesso, enquanto a dor de Maria foi negligenciada“.


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