Fundação: saiba o básico para decifrar a Game of Thrones da Apple

O drama futurista tem um Império Galáctico, dez mil planetas, guerras, sexo e naves espaciais

Publicado em 28/09/2021 08:05
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Por muito tempo considerada “infilmável”, a coleção de livros Fundação ganhou uma versão televisiva, que estreou no streaming Apple TV+ na última sexta-feira (24). Com uma história complexa e tão grandiosa quanto Game of Thrones (2011-2019), a nova série da Apple chegou com um investimento forte para executar essa missão árdua.

Escrita na década de 1950, Fundação é obra seminal do escritor norte-americano Isaac Asimov e sempre foi tida como muito complexa para ser encenada, seja no cinema ou na TV. A Apple assumiu o desafio e até agora, com os dois primeiros episódios disponíveis na plataforma, deu conta do recado.

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As histórias de milhares de planetas, conflitos espaciais e uma galáxia para ser compreendida precisou ser decodificada pelos criadores da série David S. Goyer (Krypton) e Josh Friedman (Expresso do Amanhã). 

Assim como Game of Thrones, o começo de Fundação é para explicar detalhadamente os alicerces da narrativa. No drama da Apple, porém, a primeira grande reviravolta vem bem no comecinho.

Veja abaixo o que é necessário para entender essa grandiosa atração.

Saiba o básico sobre a série Fundação

Jared Harris é o matemático Hari Seldon em Fundação

Premissa

Fundação engloba toda uma galáxia que está sob o comando do Império Galáctico, sediado no planeta Trantor. Esse domínio poderoso, há mais de 12 mil anos na ativa, corre risco de desmoronar após o matemático Hari Seldon (Jared Harris) prever a queda da soberania. O pânico se instaura.

O cálculo do professor, baseado em uma nova ciência chamada psico-história, projeta que a civilização galáctica passará 30 mil anos em uma era de trevas. E isso acontecerá dentro dos próximos cinco séculos. 

A solução que Hari propõe para o Império Galáctico é que seja criada uma espécie de enciclopédia viva (a tal da Fundação) para que as pessoas sobreviventes após esse período de devastação possa reconstruir das cinzas uma sociedade baseada no conhecimento humano armazenado até então. Se o experimento for bem-sucedido, o tempo nas trevas pode ser encurtado e durar apenas mil anos.

Um dos chefões do Império é o Dia, personagem de Lee Pace

Personagens

O matemático Hari é apelidado de “corvo” pelo Império, pois acreditam que ele tenha algum propósito escuso para profetizar sobre o fim da civilização. Mas o discurso do acadêmico tem aderência em parte da população, que o apoia e segue as lições por ele ensinadas.

Os estudos da psico-história são tão avançados que além de Hari somente uma pessoa em toda a galáxia é capaz de decifrá-lo: ela se chama Gaal Dornick (Lou Llobell). 

Autodidata, a jovem veio do planeta Synnax que é habitado por religiosos. Entre outras coisas, eles pregam mensagens contra o conhecimento acadêmico e pune com a morte quem se atrever a pegar em um livro. Ela fugiu de lá para aterrissar em Trantor, capital do Império Galáctico. Gaal resolveu um enigma que estava há 500 anos sem solução, podendo assim trabalhar ao lado de Hari.

Um triunvirato manda em Trantor. Na verdade, é um ser só, clonado em três. A criança Alvorada (Cassian Bilton), o homem maduro Dia (Lee Pace) e o velho experiente Crepúsculo (Terrence Mann) são clones do imperador Cleon 1º, dividido em três fases da vida. 

A chamada Dinastia Genética é o que restou do mundo natural, uma clonagem que reina por quase quatro séculos. Eles não admitem a hipótese de a supremacia acabar e tentam calar o professor Hari. 

Até com um receio de que o matemático possa ter razão, os clones não o matam, mas mandam o acadêmico e a trupe dele para Terminus, o planeta mais distante da galáxia, para lá erguerem a Fundação.

Imagem da estação central do planeta Trantor

O Império Galáctico

A série Fundação tem efeitos visuais espetaculares, dignos de grandes obras de ficção científica do mundo do entretenimento. Esses truques especiais são usados para criar o Império Galáctico, composto de dez mil mundos e habitado por oito trilhões de pessoas.

No começo da história, alguns planetas são apresentados ao público. Como dito, Trantor é o principal deles. Gente de todos os cantos do espaço vão para lá. Chegam em uma torre espacial astronômica (a Ponte Estelar) e, para entrar de fato no planeta, precisam viajar na vertical em uma composição que chega à superfície após 14 horas de viagem.

Trantor exemplifica a paz que reina no Império há mais de quatro séculos. Só que ali nem todo mundo desfruta do bem-bom. Há vários níveis no planeta subterrâneo e quem é menos privilegiado vive nas camadas inferiores. Bilhões de pessoas moram sob a superfície, sem ver o sol ou as estrelas.

Na periferia do universo está Terminus, o planeta no qual a Fundação está prevista para ser instalada. Se Judas perdeu as botas mesmo, foi ali, um lugar praticamente inabitável: rochas congeladas, feras andando para lá e para cá, noites longas, quase não há luz natural e não há árvores. 

Localizado nos confins da civilização, Terminus está a 50 mil anos-luz de Trantor, distância que é pouco menos da metade do diâmetro da Via Láctea real.

O planeta dos religiosos é o Synnax, de onde veio Gaal. Lá, as pessoas são demarcadas com pequenas Joias da Oração na bochecha (que a jovem arrancou ao ir a Trantor). Os seguidores da fé matam cientistas e matemáticos, rito que chamam de purificação (mas outros rotulam de expurgo).

Mundos como Anacreon e Téspis, localizados nos limites da Galáxia, são considerados rebeldes, reinos bárbaros.

Episódios inéditos de Fundação entram no streaming Apple TV+ toda sexta-feira. A primeira temporada é composta por dez episódios.


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