Westworld (1973) | O Filme por trás da Série

Publicado em 12/03/2020 14:58
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O seriado Westworld, criado por Lisa Joy e Jonathan Nolan está às vésperas da estreia de sua 3ª temporada. E para celebrar esta boa série que consegue se sustentar com competência apesar de seu plot um tanto pífio, hoje trazemos alguns breves comentários sobre seu material de origem: Westworld – Onde Ninguém tem Alma, filme de 1973 escrito e dirigido por Michael Crichton.

Este artigo é, também, o início de uma série que pretendemos continuar aqui no Observatório de Séries, seja comigo ou com outros autores, explorando a obra de origem dos seriados, sejam eles filmes, livros, quadrinhos ou outro material.

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Sendo a estreia do escritor Michael Crichton na direção de um filme, Westworld acompanha dois amigos que vão passar as férias em um parque de diversão ultratecnológico. Dividido em três ambientes (o velho Oeste estadunidense, a Europa medieval e a Roma antiga), esse parque é povoado por robôs. Dentro dele, os visitantes podem cometer as maiores atrocidades com esses androides sem o risco de se ferir realmente. Porém, tudo muda quando, por um mal-funcionamento, os robôs começam a matar os visitantes.

Inegavelmente com arcos, sejam eles narrativos ou das personagens, muito menos complexos que os do seriado, Westworld acaba sendo uma experiência bastante simplista. Dois amigos chegam no parque. Um deles (Peter) está inseguro com a situação enquanto o outro (John) já visitou o parque anteriormente. Instigado por John, Peter atira em um andróide (O Pistoleiro) que o encarava. O Pistoleiro, após ser consertado pela equipe do parque, volta buscando vingança. E por aí vamos até um embate final entre Peter e o Pistoleiro.

Você conhece essa história de um parque temático que foge do controle, não? E se eu lhe dissesse que Michael Crichton, que escreveu e dirigiu esse filme, é o autor do livro que inspirou Jurassic Park, de Steven Spielberg? Acontece, porém, que Crichton parece trabalhar melhor no ambiente dos dinos do que nesse universo mais asimoviano.

É nesse sentido, justamente, que Joy e Nolan conseguiram elevar absolutamente o potencial de Westworld em sua série. Trabalhando a questão do poder nos criadores/diretores do parque. A memória nos robôs. A insegurança e fascínio de alguns trabalhadores do parque com seu objeto de trabalho. Mas, também, as consequências da experiência em Westworld em seus visitantes.

Enquanto a série se aprofunda – mesmo com suas derrapadas – em questões maiores como as citadas no parágrafo anterior, o filme entrega apenas uma ficção científica de ação. Sem toques verdadeiramente consistentes nem do faroeste que deveria ser uma grande referência, e nem da ficção científica. É uma trama direta e sem grande aprofundamento nem nos gêneros que possui em seu cerne.

Em suma, Westworld – Onde Ninguém tem Alma não envelheceu muito bem, e também é uma interessante prova de como uma obra pode ter grande parte de seu potencial desperdiçado quando não é vista por uma perspectiva mais ampla.

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