Milton e o Clube da Esquina (Fonte: Divulgação)
Milton e o Clube da Esquina (Fonte: Divulgação)

Para celebrar os 47 anos do disco duplo Clube da Esquina que ganhou turnê pelo Brasil e por nove países em 2019, Milton Nascimento reuniu uma turma de amigos em Minas Gerais para regravar músicas que marcaram a sua carreira.

Na série Milton e o Clube da Esquina, que estreia no Canal Brasil esta sexta, dia 31, às 22h30, o ator Gabriel Leone conduz um bate-papo em que Lô Borges, Márcio Borges, Ronaldo Bastos e Milton relembram histórias da época em que as canções foram gravadas. Após a exibição na televisão, todos os episódios estarão disponíveis no Canal Brasil Play também para não-assinantes.

No episódio de estreia, Milton Nascimento recebe Seu Jorge, Samuel Rosa e Lô Borges para reinterpretar as canções “Clube da Esquina”, “Para Lennon & McCartney” e “Clube da Esquina Nº 2”, respectivamente. Com lágrimas nos olhos, Seu Jorge canta com Milton e, no final da canção, deixa a emoção rolar ao afirmar que aquele momento era a realização de um sonho: “Muito obrigado! Só isso que tenho a dizer. Cantar suas músicas com você é graduação”. E continua: “Milton é um artista que nos eleva. Eleva o nosso povo, eleva os que escolheram a música como profissão. Ele mexe com a alma das pessoas, toca as pessoas”, diz o cantor.

Já mineiro Samuel Rosa conta que quando surgiu o Clube da Esquina, ele tinha cerca de cinco anos: “Meu pai tinha esse disco, tocava praticamente todo domingo. Eu me lembro bem da capa e ele dizia uma coisa que a maioria das pessoas falavam e não é verdade: que eram o Lô e o Milton quando pequenos na foto. Eu era criança e me identificava com aqueles meninos”, lembra.

Durante a conversa conduzida por Gabriel Leone, Lô conta que uma esquina de Belo Horizonte deu nome ao grupo e fala sobre suas influências mundiais. Milton e Lô Borges relembram ainda as primeiras composições e as dificuldades, como a resistência da gravadora em investir em Lô Borges, então um garoto desconhecido, e a gravação do disco duplo, algo inédito na indústria fonográfica. No final, os dois cantam “Clube da Esquina Nº 2”.

Com produção da Gullane, direção assinada por Vitor Mafra, argumento de Fabiano Gullane e roteiro de Danilo Gullane, Marcelo Dantas e Mafra, a atração se baseia no livro Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina, de Márcio Borges. Criado no início dos anos de 1970, O Clube da Esquina é lembrado até hoje, mesmo com uma discografia de apenas dois álbuns, como um dos conjuntos mais revolucionários da história da música brasileira.