O irresistível charme da Sra. Maisel

Publicado em 02/07/2019 14:49
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Talvez o maior sucesso da Amazon Prime Video até agora, The Marvelous Mrs. Maisel é um dos mais intrigantes seriados da atualidade. E, também, uma das melhores séries de comédia da década. Ao menos ao longo de suas duas primeiras temporadas…

Antes de tudo, vale a pena frisar: Esse artigo não é uma crítica da série. É apenas uma breve análise e também um convite para que essa história seja conhecida por um público ainda maior.

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Criada por Amy Sherman-Palladino, a série estrelada por Rachel Brosnahan foi uma grande surpresa no Emmy 2018, vencendo nas categorias Melhor Série de Comédia, Melhor Atriz em Série de Comédia (Rachel Brosnahan), Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia (Alex Borstein) e Melhor Direção e Roteiro em Série de Comédia, estes dois últimos prêmios para Amy Sherman-Palladino.

Ambientada na Manhattan da década de 1950, a história gira em torno de Miriam Maisel. Midge, como é conhecida, é uma dona de casa judia que nunca pôde tomar muitas decisões em sua vida. Tendo sido criada para estudar e depois constituir uma família, cuidando do marido e filhos, tudo muda quando seu casamento rui e ela decide se tornar uma comediante de stand-up.

Principalmente por suas personagens extremamente carismáticas, The Marvelous Mrs. Maisel é capaz de dar ênfase às personagens coadjuvantes sem deixar de lado a saga de Midge. Carregada de referências político-sociais da época em que a trama se passa, The Marvelous Mrs. Maisel brinca com alguns paradigmas e episódio após episódio os segue quebrando, sejam eles sociais ou do próprio formato da comédia televisiva. Seja como for, pouca coisa parece escapar da escrita de Sherman-Palladino.

Na série acompanhamos uma mulher em um momento extremamente conservador da história que se vê divorciada e tendo de lidar com sua nova vida e sua liberdade após se livrar de um péssimo marido. Sua carreira na comédia e fora dela com outros trabalhos. Sua relação com a família. Sua relação com outros pretendentes. Isso sem contar seus shows de stand-up comedy… É fato que Amy Sherman-Palladino como roteirista e Rachel Brosnahan como atriz desbancam a grande maioria desses muitas vezes enfadonhos artistas da comédia em pé.

Acima de tudo, como citado anteriormente, o que torna o seriado tão empolgante não é só o arco da Sra. Maisel. Mas também das personagens que a orbitam. Seu círculo mais próximo é um show à parte especialmente na segunda temporada, com destaque para seus pais, interpretados por Tony Shalhoub (Monk) e Marin Hinkle (Two & a Half Men), e também para Alex Borstein (Gilmore Girls), que vive a amiga e empresária de Midge. Em resumo, é impressionante o cuidado que a série segue dando a suas personagens coadjuvantes especialmente na segunda temporada. Dessa forma podendo garantir uma longevidade maior para a produção.

Inegavelmente, essa série ainda parece escapar um pouco do radar do grande público. Ou talvez apenas merecesse mais público ainda… Enquanto outras produções – cômicas ou não – sigam tão cheias de defensores ferrenhos mas não muitas vezes apresentem tanta solidez (mesmo que The Marvelous Mrs. Maisel tenha lá suas derrapadas), estamos diante de uma série que, com sua protagonista e as personagens que a orbitam, consegue discutir inúmeros temas essencialíssimos para a sociedade atual. E é aí que reside seu maior mérito. Afinal, não seria esse o papel da comédia? Nos instigar por contraste ou provocação a repensar alguns tão solidificados conceitos?

E você, o que acha da série? Deixe nos comentários suas impressões sobre as duas primeiras temporadas e também as expectativas para a terceira!

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