Crítica | O Método Kominsky

Publicado em 19/11/2018 18:02
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Chuck Lorre é conhecido pelas suas sitcoms de sucesso. Com Mom, Mike & Molly e Young Sheldon na lista, The Big Bang Thoery e Two and a Half Men figuram como os maiores sucessos. Agora, Lorre traz para a Netflix um dos projetos mais ousados de sua carreira. Dessa forma, O Método Kominsky foge de seus trabalhos anteriores, mostrando um lado interessante de Lorre.

Sem a pressão de fazer dar certo que a televisão impõe, vemos algo diferente de Lorre. O que poderia ser um sitcom, vira uma magnífica dramédia, com um roteiro interessante e atuações excelentes. Contudo, alguns pontos negativos podem ser explicitados. A maioria deles, em relação ao roteiro. A trama, por interessante que seja, não vai a lugar nenhum. De forma alguma diminui o que se vê durante a série. Entretanto, pode ser um fator que atravanque a experiência de alguns espectadores.

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A primeira cena da série é tão significativa quanto a cena que abre House Of Cards. Não obstante, é ainda bastante parecida. Em ambas vemos o personagem principal falando com a câmera. Enquanto o discurso de Frank Underwood é mais direto, Kominsky é mais metafórico. Mas não por isso deixa de exemplificar exatamente o que você verá na temporada. Ao invés de assistir Frank sacrificar um cachorro, vemos uma quebra do drama para a comédia. E é exatamente disso que a série propõe fazer ao longo de sua trama.

A partir daí, acompanhamos a vida de Kominsky, em uma bela interpretação de Michael Douglas e de Norman, vivido magistralmente por Alan Arkin. Arkin é, de fato, a melhor atuação da série. Norman chega a roubar o protagonismo de Kominsky, já que tem uma trama muito mais interessante. Contudo, Kominsky tem uma trama também interessante, apesar da participação de Norman abrilhantar a temporada mais que o protagonista.

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Lisa Edestein ganha uma boa personagem e consegue mostrar uma boa atuação dentro do seu pouco tempo de tela. Susan Sullivan, com mais tempo, também está bem. Danny DeVito e Elliot Gould tem participações muito divertidas, Assim como Tacey Adams. Sarah Baker e Nancy Travis também cumprem bem o seu papel. Não há uma atuação que atrapalhe a série ou saia do tom. Todas contribuem muito bem para o clima que a série traz.

O Método Kominsky traz uma leve olhada para questões bastante pesadas. O ponto mais fraco da trama é justamente colocar emoções mais fortes no começo da série. A morte anunciada da esposa de Norman, e todos os desdobramentos que esta tem sobre o marido e o próprio Kominsky são o ponto alto da série. Quando chega-se ao final e o conflito vira uma questão financeira, e não mais a morte, é uma quebra muito grande.

Se estes são os pontos destacáveis, todos os outros não chegam a tanto. Mesmo com uma direção interessante, a série não tem uma identidade visual própria. Toda a fotografia é feita no “bê-a-bá”, o que não é uma surpresa em uma série criada por Lorre. Contudo, é decepcionante quando se pensa que a série se mostra seu trabalho mais corajoso até então. Dessa forma, a ousadia acaba por ficar somente no drama, o que já é admirável.

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O Método Krominsky é uma ótima série, que traz questionamentos mais voltados para uma idade avançada, sem deixar de ser interessante para o público mais jovem. Todavia, a série perde força em sua trama principal conforme avança para o seu final. O protagonismo acaba sendo ofuscado pelo coadjuvante, e, ao menos uma vez por episódio, o espectador vai conseguir prever o final de uma piada. Ainda assim, a série tem momentos hilários e vale a pena ser vista tanto pelas risadas quanto pelas lágrimas.

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