Crítica | Demolidor – 3ª Temporada

Publicado em 29/10/2018 19:58
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Demolidor estreia sua terceira temporada na Netflix em um momento conturbado para as séries em parceria com a Marvel. Depois do fracasso de crítica de Os Defensores, Luke Cage e Punho de Ferro também foram cancelados ao final de suas segundas temporadas. Apesar de Jessica Jones ainda estar ativa, a preocupação com os fãs de Demolidor não poderia ser maior. Mas o sucesso do herói parece se manter.

Depois de uma estreia que agradou os fãs e de uma segunda temporada ainda melhor, Demolidor precisava manter o nível. A terceira temporada chega com alguns problemas, mas muitos acertos. A trama consegue resgatar a mitologia católica onipresente nas histórias em quadrinhos do Demônio de Hell’s Kitchen. Ao explorar o passado de Matt Murdock, o tema fica mais forte dentro da série. Sem levantar bandeiras, o universo católico consegue permear a trama na medida certa.

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Ao emergir na história de Murdock, a série recupera o visão cânone do herói sobre si mesmo. A introdução de irmã Maggie, assim como o retorno do padre Lantom na história, expande o universo do herói e de seu pai, além de trazer de volta as discussões religiosas. As conversas por diversas vezes dão uma visão mais ampla dos acontecimentos na vida de Murdock. Dessa forma, a terceira temporada se aproxima do conceito empregado nos quadrinhos para a figura do Demolidor. Esse aspecto fica ainda mais interessante ao se explorar, ao mesmo tempo, o conflito de identidade do protagonista.

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Outro grande acerto da série foi se apoiar em uma trama policial, dessa vez, com policiais de fato. As primeiras temporadas se apoiavam muito nos núcleos de jornalismos e dos advogados. Com a diminuição desses núcleos e a introdução do núcleo do FBI, novas personagens foram muito bem introduzidas. Além disso, personagens que tinham suas funções mal exploradas nas temporadas anteriores, como Foggy Nelson e Karen Page, funcionam de forma bem mais orgânica dentro da trama.

As atuações, no geral, se mantém dentro da lógica das duas primeiras temporadas. Charlie Cox está muito bem de volta ao papel. Como protagonista, consegue segurar a série muito bem. Elden Henson e Geoffrey Cantor cumprem sua função, sem destaque. Quem melhora é Deborah Ann Woll, que recebe um episódio de presente sobre seu passado e também uma carga mais funcional durante a série como um todo. Sua personagem não ficou jogada nem forçada, e finalmente mostrou que cabe dentro da série sem parecer uma barriga.

Vincent D’Onofrio continua com um trabalho excepcional como Wilson Fisk. A maior prova é que, mesmo com personagens icônicos para rivalizar com o protagonistas, como Elektra, Justiceiro e Mercenário, o Rei do Crime se mantém como o grande contra-ponto do Demolidor. Ayelet Zurer também volta como destaque, no papel de Vanessa. As novidades ficam por conta de Jay Ali, Wilson Bethel e Joanne Whalley. Três ótimas adições para o elenco, que devem deixar os fãs esperançosos por mais de suas personagens, em uma possível futura temporada.

Assim, a série segue, ao menos em qualidade, tranquila. Diferente de Punho de Ferro e Luke, a falta de popularidade ou a crítica não devem ser a razão caso haja um cancelamento. Pelo contrário, a temporada consegue ser ainda melhor que a primeira e tão boa quanto a segunda.  A trama fica muito bem elaborada e o arco do vilão traz uma gama de possibilidades muito interessante para se explorar no futuro. Vale ressaltar que as coreografias de luta continuam entres as melhores da televisão. Sobretudo, no episódio final onde há uma sequência impressionante entre Murdock, Fisk e Poindexter.

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