Crítica | A Maldição da Residência Hill

Publicado em 01/11/2018 18:47
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A Maldição da Residência Hill chega ao serviço de streaming da Netflix sem a pretensão de trazer uma segunda temporada. E esse é o maior dentre todos os acertos da série. E os acertos não são poucos. Dentro de seus 10 episódios de 1 hora, o programa trouxe um elaborado drama familiar permeado de terror. Apesar de possíveis falhas, nenhuma de fato caracteriza um erro em si. A trama é fechada, a série é bem produzida e as personagens apaixonantes.

A série se baseia em propriedades do gênero de terror para contar sua história. Apesar do gênero estar intrínseco ao andar da trama, A Maldição da Residência Hill de certa forma pouco se apoia nessas questões. O caráter do terror está mais presente no suspense. Ainda assim, alguns sustos devem fazer o público pular no sofá. Mas é o suspense que guia o clima da série. Enquanto os sustos são escassos, a expectativa de recebê-los deve acompanhar o espectador em todas as cenas. A movimentação da câmera aliada a trilha sonora são os principais responsáveis por isso. Contudo, a imprevisibilidade da trama reforça a sensação, assim como seu caráter misterioso.

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As atuações estão todas ao nível da série. Michiel Huisman acaba por ficar marcado, de certa forma, como protagonista. Todavia, a importância e tempo de tela da maioria das personagens é equivalente. Huisman faz um ótimo trabalho, mas não é um dos destaques. Esses acabam por ficar em papéis que dão maior permissão para tal. Carla Gugino, Victoria Pedretti e Oliver Jackson-Cohen recebem esses presente. Suas personagens acabam por ser responsáveis por guiar a grande trama, e isso faz toda a diferença nesse quesito. É claro que todas as personagens trazem tramas paralelas, e Elizabeth Reaser e Kate Siegel conseguem mostrar seu potencial dentro dessa lógica. Mas personagens de Gugino, Pedretti e Jackson-Cohen ainda tem mais momentos de extremismos, no qual se comportam muito bem.

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Algumas falhas cabem de serem mencionadas, mas todas são passíveis de estragar o enredo. Porém, vale dizer que certos aspectos da série podem deixar o espectador mais atencioso ou exigente com alguma curiosidade. A personagem de Siegel, por exemplo, correu um grande risco de ficar muito dissonante do resto da série, mesmo com os flertes recorrentes à fantasia. Outro ponto que pode incomodar é a demora da série começar a se explicar. O público pode se sentir desmotivado em acompanhar o seguimento da história por considera-la confusa. Contudo, as poucas falhas não atrapalham em nada a série como um todo.

Em uma época onde as séries são pensadas para durar muito tempo, A Maldição da Residência Hill se sobressai por trazer um conteúdo que não pensa só na indústria. Mesmo assim, o público se propõe a fazer com a série dure mais um pouco. Muitas terias apareceram na internet, provando que suas interpretações podem e devem ir muito além do que se categoriza como entretenimento. Com uma bela produção, tanto em figurino, cenografia, iluminação, fotografia e efeitos visuais, A Maldição da Residência Hill é uma das melhores séries que a Netflix já trouxe para seu catálogo.

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