Quando se trata de grandes e pequenas adaptações de tela, a última década se mostrou frutífera para Neil Gaiman. Seu romance, Coraline, foi adaptado em um aclamado filme homônimo. Além disso, atualmente ele tem não uma, mas duas séries de TV baseadas em seus trabalhos. E Sandman será a terceira.

Deuses Americanos, que acontece em um mundo onde manifestações físicas de divindades andam entre nós, foi renovada para uma terceira temporada. Já Good Omens se destaca como um dos melhores novos shows deste ano. Certamente seu trabalho encontrou uma casa na Amazon Prime Video. Mas agora Gaiman está indo para a Netflix.

Nas últimas duas décadas, um punhado de roteiristas e diretores de Hollywood tentou trazê-lo para a tela grande, mas o projeto ficou preso no inferno do desenvolvimento e acabou chegando à TV. Depois de mais alguns anos saltando de rede para rede, com a Fox até desenvolvendo a série Lucifer baseada em um personagem dos quadrinhos, finalmente chegou Sandman à Netflix, com Allan Heinberg atuando como showrunner.

Para um projeto que está girando por 20 anos, é compreensível que alguns fãs estejam preocupados com a adaptação da tela pequena. Especialmente quando se leva em consideração a escrita lúdica dos quadrinhos originais. Gaiman recentemente abordou essas preocupações no Twitter, observando que a série será definida 30 anos no futuro e dizendo:

“Espero que possamos fazer algo na televisão que pareça tão pessoal e verdadeiro quanto o melhor dos quadrinhos do Sandman. Só que trinta anos depois que Sandman, o gibi”, disse o autor