Neil Gaiman revela que Good Omens virar série foi o último pedido de Terry Pratchett, co-autor da obra

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Mesmo antes do autor Terry Pratchett morrer em 2015, ele e Neil Gaiman vinham tentando há anos fazer com que Hollywood adaptasse seu romance de fantasia de 1990, Good Omens. Tarde demais para Pratchett, uma série finalmente estreou no Amazon Prime em 31 de maio.

“Terry e eu continuamos tentando encontrar alguém que faria isso para nós”, disse Gaiman, que desde então viu seu romance de 2001, Deuses Americanos, virar uma série. “Nós íamos aos principais escritores e showrunners do mundo e dizíamos ‘Good Omens’ e eles diziam ‘Uhh, muito estranho’”.

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O último pedido

Mas pouco antes de Pratchett morrer, Gaiman disse que recebeu uma carta de seu amigo, basicamente dizendo que ele tinha ser o único a adaptar o seu próprio trabalho. “‘Eu quero assistir antes das luzes se apagarem’”, Pratchett escreveu para ele. “E então ele morreu. O que mudou para meu amigo me pedindo para fazer algo como um último pedido”, revelou Gaiman para o The Wrap.

A partir daí, disse Gaiman, as coisas começaram a se mover mais rapidamente. No início de 2017, a Amazon encomendou a série com Michael Sheen e David Tennant como um anjo e demônio que trabalham juntos para evitar o apocalipse vindouro.

O desafio da produção

Douglas Mackinnon, que havia trabalhado com Tennant em Doctor Who, assinou contrato para dirigir em fevereiro de 2017. MacKinnon relembrou o tempo em que Tennant “o chamou do nada” para falar sobre fazer Good Omens, basicamente questionando se a coisa toda ia funcionar.

“Acho que durante essa conversa com David, nos convencemos de que isso ia acontecer”, disse ele. Mas não foi fácil. Porque a trama da adaptação abrange séculos, e apresenta não apenas anjos e demônios. Além disso, há os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, a voz de Deus e um Satanás de mais de 120 metros gerado digitalmente. Gaiman disse que eles gastaram “11 meses na pós-produção, o que é preciso quando você tem 1200 tiros de efeitos visuais e algo desse nível de complexidade”.

Mudanças do livro

Fazer a série de seis episódios também permitiu que Gaiman puxasse ideias que ele e Pratchett haviam contornado por anos. Por exemplo, uma possível sequência. Eles até tinham um nome: “668: O vizinho da Besta”. As ideias principais que foram adicionadas à série da Amazon foram o aumento do papel do Arcanjo Gabriel (Jon Hamm) e os outros anjos e demônios, que foram apenas brevemente mencionados nas notas de rodapé do livro.

“Sempre que falamos sobre Good Omens como um programa de TV, falamos sobre essa ideia de um arranha-céu com os anjos no topo e os demônios no fundo, nos escritórios que ninguém queria”, disse Gaiman. “E apenas a ideia disso era o nosso paraíso e era o nosso inferno”.

Embora a Amazon tenha se recusado a divulgar o orçamento da série de seis episódios, é seguro dizer que foi caro. E isso antes de eles terem que garantir os direitos de Bohemian Rhapsody, do Queen; parte de uma piada em que Mackinnon disse ser “uma parte fundamental” do livro. O fato de que um filme estava saindo sobre a banda de rock britânica foi uma bênção e um obstáculo.

“Eu estava desesperado para conseguir a música”, disse Mackinnon. Mas o Queen, com um filme em andamento, estava segurando seu single mais famoso. Mas quando o diretor original do filme, Bryan Singer, foi demitido e a produção da biografia parou, a banda cedeu aos direitos da música. Claro, o filme acabou sendo um enorme sucesso e um vencedor do Oscar. Mas tanto melhor para Good Omens.

“A ideia de o Queen se tornar perfeitamente relevante 30 anos depois do lançamento de Good Omens é algo que eu nunca teria pensado”, disse Gaiman.

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