Anya Taylor-Joy como Elizabeth Harmon em O Gambito da Rainha (Fonte: Montagem - Screen Rant / Reprodução - Netflix)
Anya Taylor-Joy como Elizabeth Harmon em O Gambito da Rainha (Fonte: Montagem - Screen Rant / Reprodução - Netflix)

Elizabeth Harmon (Anya Taylor-Joy) é capaz de ver um tabuleiro com peças de xadrez no teto em O Gambito da Rainha, geralmente quando drogada; no entanto, Beth consegue visualizar o jogo durante a partida decisiva da minissérie da Netflix contra o Grande Mestre Vasily Borgov, na Rússia, apesar de estar sóbria.

Este evento pode confundir alguns espectadores, já que as cenas anteriores sugeriram que Beth estava tendo alucinações, essencialmente, de uma viagem de drogas. A partida final, portanto, lança luz sobre momentos anteriores em O Gambito da Rainha, como sugere o Screen Rant, pois sugere outra explicação para o que Beth estava realmente “vendo”.

O final da série desafia as convenções: mostra Beth saindo triunfante sobre sua rival, mas somente depois que ela é capaz de superar seus vícios e dúvidas sobre si mesma. Ao fazer isso, O Gambito da Rainha subverte as expectativas; Beth não é um gênio torturado e trágico condenado a viver uma curta vida de miséria e abuso de drogas. Em vez disso, ela é uma jovem encarregada de seu próprio destino.

A jornada de Elizabeth Harmon em O Gambito da Rainha

Um momento crucial para Beth é sua compreensão de que seus medos de ser louca são apenas isso; medos. Ela toma a decisão de seguir seu jogo decisivo contra Borgov na Rússia, livre de obrigações, concessões e inseguranças. Adotando um estilo de vida recém-sóbrio e responsável, Beth frustra com sucesso as tentativas russas de armar para ela no episódio final.

Quando ela se vê jogando contra Borgov, ela usa sua habilidade de visualizar várias estratégias no teto. Isso acaba indicando que isso era algo que ela era capaz de fazer o tempo todo, mas só conseguia sob a influência calmante de tranquilizantes.

As pílulas que Beth toma em O Gambito da Rainha são um tranquilizante fictício chamado “xanzolam”. Embora as alucinações sejam um possível efeito colateral dessa família de drogas psicoativas, elas são tomadas principalmente como supressores de humor que ajudam a tratar coisas como a ansiedade.

Quando Beth as toma quando criança, isso permite que ela “veja” um tabuleiro de xadrez gigante no teto acima dela. Ela não está realmente vendo; ela está imaginando. Os tranquilizantes simplesmente permitiram que ela acalmasse sua mente o suficiente para se concentrar em se lembrar do jogo.

Beth é, portanto, capaz de visualizar sua partida no episódio final da minissérie porque ela cresceu o suficiente como pessoa para ser capaz de se acalmar. O momento serve como uma representação simbólica dela acalmando as vozes da dúvida em sua mente e desligando todas as distrações externas a fim de se concentrar totalmente na partida à sua frente.

O momento indica que Beth é verdadeiramente vitoriosa; não apenas em alcançar seu objetivo de se tornar a próxima Grande Mestre, mas mais importante, ela derrotou seus demônios pessoais que a atormentam desde a infância.