Oito lições de vida que aprendemos com Seinfeld

Comédia consagrada estreia completa na Netflix nesta sexta-feira (1º)

Publicado em 01/10/2021 08:00
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Com esplendor, a melhor comédia de todos os tempos fica disponível completa na Netflix a partir desta sexta (1º). Seinfeld (1989-1998) agora tem uma plataforma maior, antes estava no Prime Video, para ensinar algumas coisas importantes entre as mais banais que moldam o nosso cotidiano. E quem já aprendeu com a série, não custa nada fazer uma revisão.

Isso porque Seinfeld trata de questões fundamentais do dia a dia como, por exemplo, não vacilar na hora de achar um lugar para sentar no metrô. Ignorar os instintos maus é uma dica dada pela comédia, assim como a lição de não ser tão exigente na hora da paquera, pois é importante facilitar o trabalho do cupido.

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Confira 8 lições de vida ensinadas por Seinfeld

Jerry Seinfeld com Michael Richards em um estacionamento

Não se perder no estacionamento

Terceiro episódio da sexta temporada

A série Seinfeld tinha a primazia de fazer um capítulo completo só sobre uma coisa absurdamente banal, tipo encontrar um carro no estacionamento de um shopping. Os quatro amigos passaram por necessidades fisiológicas (vontade de fazer xixi) e lidaram com gente rude que recusaram a ajudá-los. Fica a dica: parou o carro em um estacionamento grande? Use o celular para tirar uma foto da vaga para não ser perder depois.

Michael Richards pego do surpresa

Serenidade, agora (insanidade, depois)

Terceiro episódio da nona temporada

Antes do coach ser coach, Seinfeld jogou a real sobre o papo furado de discursos motivacionais improdutivos. O pai de George (Jason Alexander), Frank (Jerry Stiller), ouviu uma fita K-7 que o instruiu a dizer “serenidade, agora” ao enfrentar uma situação estressante. O mantra, supostamente, acalmaria os nervos.

Kramer (Michael Richards) adotou o mesmo método, mas a ira reprimida foi nociva, como ele mesmo experimentou. Serenidade, agora. Insanidade, depois, como bem resumiu Lloyd Braun (Matt McCoy), um nem tanto assim amigo de George.

George baba ao olhar um decote

Decote é como o sol

16º episódio da quarta temporada

Jerry (Jerry Seinfeld) deu uma dica preciosa para George sobre como olhar o decote de uma mulher sem ser flagrado, por ela ou pelo pai da moça. O objetivo maior era evitar ficar com a cara de babão do ex-corretor de imóveis (foto acima). “Olhar um decote é como olhar para o sol: você não o encara! É muito arriscado! Você dá uma espiada e devia o olhar em seguida”, catequizou o comediante.

A cara de George ao perceber que está sem camisa

Não ficar tão à vontade no banheiro dos outros

Sexto episódio da sexta temporada

Tem pessoas que são dominadoras do próprio funcionamento biológico e não vão ao banheiro antes da hora marcada. Porém, para aquelas sem esse controle, é preciso tomar cuidado ao usar o toalete na casa de outras pessoas. Não é recomendável ficar tão à vontade assim no trono, como tirar a camisa igual ao George. A pessoa pode relaxar além da conta e pensar que está na própria casa.

George tomou coragem, foi sincero e se deu bem

Ignore os instintos maus

22º episódio da quinta temporada

Nem todo mundo é positivista, de achar que toda ação resultará em algo bom. É normal sempre prever o pior em qualquer situação. Seinfeld ensina como ignorar os instintos pessimistas e simplesmente ir lá e fazer, como conversar com uma mulher ou rapaz extremamente bonito e falar a verdade

George colocou em prática essa filosofia ao puxar assunto com uma moça muito linda, no restaurante Tom’s. “Eu estou desempregado e moro com os meus pais“, desembuchou sem vergonha o baixinho calvo e barrigudo. Surpreendentemente, ela foi receptiva.

George cita para Jerry o que gosta em uma mulher

Ajude o cupido a te ajudar

16º episódio da terceira temporada

É tão duro encontrar alguém legal (para maratonar Seinfeld na Netflix, por exemplo). E dificultar o trabalho do cupido não ajuda em nada. Temos a tendência de se preocupar com o tamanho do nariz da outra pessoa, o tipo de cabelo, formato da bochecha… 

Foi exatamente o que George fez ao questionar o amigo Jerry sobre tudo de uma mulher antes de um encontro às cegas. Não faça igual ao George, ponto final. Um adendo: o roteiro desse episódio ganhou um Emmy.

Tony (Dan Cortese), o amigo que George queria ter

Seja você mesmo

12º episódio da quinta temporada

No português bem claro, George não era um cara desenrolado, descolado. Mas ao lado de Tony (Dan Cortese), esse sim um cara gente boa e namorado de Elaine (Julia Louis-Dreyfus), George se sentia bem, pois estava ali pertinho de uma pessoa naturalmente sociável

O problema: ele tentou ser igual a Tony. O resultado disso foi só desgraça, como Tony parando em um leito de hospital. É preciso entender que ser igual aos outros é uma baita furada. Cada pessoa tem um estilo e jeito próprio. E não há nada de errado nisso.

Quem vacila não senta no banco do metrô

13º episódio da terceira temporada

Esse é mais um exemplo de como Seinfeld transformava uma coisa tão mundana, como pegar o metrô, em histórias maravilhosas. Cada um dos quatro amigos tiveram experiências diferentes no transporte nova-iorquino. Kramer se aventurou na “briga” de achar um lugar para sentar assim que um vagão vazio abriu as portas (veja vídeo acima).

Quem mora nos extremos de grandes cidades (como o autor deste texto) entende Kramer muito bem. Se por um lado é importante não vacilar, é válido registrar que agressividade física com os outros passageiros nessa hora não é legal. É um momento no qual pessoas mais vulneráveis podem se machucar, situação mais corriqueira do que se imagina.


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