As 2 facetas de Jemima Kirke: a libertina de Girls e a reaça em Sex Education

A atriz entra na terceira temporada do drama teen da Netflix na pele de uma diretora escolar austera

Publicado em 16/09/2021 05:05
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Há um ano, o mundo do entretenimento bugou. A Netflix anunciou em 24 de setembro de 2020 que Jemima Kirke estaria na terceira temporada de Sex Education, na pele de uma diretora reaça. Personagem que contrasta completamente com o que a tornou conhecida em Hollywood na série Girls (2012-2017), comédia da HBO na qual interpretou a libertina Jessa. 

Uma das coisas curiosas a se observar na próxima leva de episódios de Sex Education, que estreia na Netflix na sexta-feira (17), é essa nova personagem no pedaço. Jemima Kirke vive a Hope Haddon, a nova diretora do colégio Moordale (a infame “Escola do Sexo”) com a missão de acabar com a devassidão que empesteou a instituição.

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Em Sex Education, a moda é uniforme cinzento (Divulgação/Netflix)

Hope Haddon, a nova diretora em Sex Education

Jemima Kirke incorpora uma adulta austera em Sex Education, de fazer inveja a quem tem devaneios com as táticas militares aplicadas nas escolas em tempos não tão distantes. A diretora Hope é uma ex-aluna de Moordale e retorna ao campus como a pessoa responsável para colocar a escola no eixo.

Do extremo da lascívia, Moordale vai para o outro polo, o do rigor. Saem as roupas coloridas (ou escuras, no caso de Maeve) e antenadas com a moda para dar lugar a um horrível uniforme cinza, obrigatório para todos os estudantes.

Pênis, vaginas e outros desenhos do tipo são cobertos nas paredes e armários com uma tinta… cinza. Acabaram as farras e a correria nos corredores da instituição. Uma linha amarela divide o chão, como se fosse uma rua, e os alunos têm de transitar em uma fila indiana, sem baderna.

Hope Haddon diz coisas como “vou colocar Moordale na linha” e para tanto conta com a ajuda de uma consultora que não titubeia ao gritar aos alunos “o sexo vai acabar com a vida de vocês!

A diretora não será nada menos do que disciplinadora e neurótica. Hope precisa ter todas as coisas em controle para tomar decisões claras e exatas.

Jemima Kirke ‘paga peitinho’ em Girls (Reprodução/HBO)

A devassa do quarteto

Sem dúvida, Jemima Kirke viveu a personagem do quarteto de Girls que era a mais aventureira, sexualmente falando ou não. A Jessa Johansson tinha uma mente aberta para experimentar de tudo, atitude que lhe deu muitas felicidades, mas também muitos problemas.

Jessa sempre foi inconsequente. A Marnie (Allison Williams) nunca foi muito com a cara da amiga, desde a época da faculdade. Jessa dava em cima dos amigos e namorados de Marnie, seja por interesse de transar com eles (o que rolou uma vez) ou só para causar.

Para Jessa não tinha tempo ruim. Sexo com estranhos no banheiro de um bar não era problema algum. Embora houvesse uma tensão entre ela e Marnie, as duas já se beijaram na boca após uma bebedeira.

Mesmo em uma clínica de reabilitação para viciados em drogas, Jessa não sossegou. Ela foi expulsa porque fez sexo com uma paciente do centro.

Jemima Kirke, que até fez nu frontal em Girls, comentou em entrevistas que sabe que é difícil dissociar a imagem pessoal da de Jessa, por ter sido um papel tão significativo. Mas ela afirma que longe das câmeras está longe de ser igual a personagem de Girls, dizendo ter o perfil mais similar ao de Hope Haddon. 

Nos bastidores de Girls, Jemima era de boa. Ela teve a filha caçula, Rafaella, poucas semanas antes de gravar o primeiro episódio de Girls. A atriz também tem um filho, Memphis. 

O que a aproximou de Jessa, razão pela qual quase desistiu da comédia da HBO no meio do caminho, foi o abuso de drogas e bebidas alcoólicas em uma fase da vida, um trauma superado.


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