Por que Succession faz tanto sucesso? O segredo está na humilhação

A terceira temporada do drama da HBO estreia neste domingo (17)

Publicado em 17/10/2021 08:00
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Vencedora do Emmy de melhor drama, Succession retorna neste domingo (17) com a estreia da terceira temporada cercada de muita expectativa. A produção da HBO é uma das séries da atualidade mais aclamadas pela imprensa. Por que uma história sobre uma família podre de rica e privilegiada desfruta de tanto sucesso?

Succession volta às telas após um longo hiato de dois anos. A atração vai encontrar boa parte do público avesso ao capitalismo predatório e inconsequente, experimentado na pele por muitos durante a pandemia da Covid-19 e criticado inusitadamente no drama sul-coreano Round 6 (Netflix). Escolher uma série sobre abastados como passatempo pode até pegar mal.

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Como Succession flerta com o absurdo e tem altas doses de comédia, ela pode ser encarada com uma narrativa fantasiosa. E o telespectador tem como relaxar e se divertir com as humilhações e os ciclos de abusos ali apresentados.

Trairagem aos montes

Essencialmente, Succession não tem nada de revolucionário, similar a tantas outras séries sobre disputa de poder em um clã. No caso, o patriarca Logan Roy (Brian Cox), dono de um grupo de mídia chamado Waystar Royco, quer escolher um herdeiro entre três dos quatro filhos. E na corrida pelo prêmio máximo, vale absolutamente tudo.

O que diferencia Succession de outras atrações semelhantes é a exploração das chacotas, insultos e trairagem entre parentes dessa família depravada. 

O toque de chef que dá o tempero especial é o texto afiado e do mais alto nível. Não à toa, Succession ganhou as duas estatuetas do Emmy de melhor roteiro que disputou, pela primeira e segunda temporadas (2019 e 2020).

Irmão humilha o outro, que é execrado pelo pai, que engana a filha, que trai o irmão… O loop de falsidade do drama da HBO é infinito. E vicia, pois o telespectador não consegue largar o osso e fica firme para ver onde isso vai parar.

O final da segunda temporada foi protocolar, a cara de Succession. O mimado Kendall (Jeremy Strong), filho herdeiro (em tese) de Logan, apareceu em uma entrevista coletiva com o propósito de assumir a culpa por toda a podridão orquestrada pela empresa da família. 

Porém, ele surpreendeu e simplesmente acusou o pai das falcatruas. O jogo de olho no trono agora tem dois times frente à frente, o de Kendall contra o de Logan.

Kendall (Jeremy Strong) durante entrevista coletiva bombástica de Succession (Divulgação/HBO)

Haja inspiração para insultos

Na base de muita fofoca e insultos, Succession desconhece o significado da palavra limite. Em um episódio da segunda temporada, por exemplo, Logan armou uma presepada na qual filhos e funcionários, imitando porcos, tiveram de brigar por uma salsicha jogada no chão.

Os personagens da série não medem palavras quando o objetivo é humilhar, com frases como “fungo benigno: está aí um bom título para a sua biografia” ou “quando olho para você, com todo o respeito, eu vejo bebês mortos.

A linguagem profana é uma das marcas da atração premiada e o público vai acompanhar a nova leva sedento por mais. E sem qualquer culpa, pois ali estão retratados milionários desprovidos de bom senso e possessos por espíritos inescrupulosos. Como é ficção, vale rir das desgraças deles e torcer por mais humilhações de Logan e companhia.

A terceira temporada de Succession estreia neste domingo (17), às 22h, no canal HBO. A série está disponível no streaming HBO Max e todo domingo um episódio inédito do drama fica à disposição.


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