Drama de época da HBO, O Hóspede Americano tem cara de novela das 6

Minissérie composta de quatro episódios chega ao fim no domingo (17)

Publicado em 15/10/2021 08:00
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Luz solar artificial, velas à noite, figurinos e diálogos do tempo em que a minha avó era jovem. Quando O Hóspede Americano, minissérie de época da HBO, deixa as cenas externas da Amazônia e entra nos estúdios localizados em São Paulo, o drama perde a aura premium e ganha uma cara de novela das 6 da Globo.

A atração do canal pago, que chega ao fim no domingo (17), pode ser facilmente confundida com um folhetim da emissora carioca pelas cenas gravadas dentro de ambientes como a casa do protagonista Theodore Roosevelt (Aidan Quinn) ou o gabinete no qual ele comanda os Estados Unidos como presidente da nação norte-americana.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Ficar igual a uma novela da Globo exibida no horário geralmente reservado para histórias de época não é necessariamente ruim. Mas o drama da HBO escorrega nesse departamento por causa da artificialidade escancarada das cenas internas, um grande contraste com o que rola nos momentos em que a trama sai das quatro paredes.

No meio da floresta amazônica, O Hóspede Americano tem os melhores momentos (à parte os efeitos especiais mal-acabados). Gravar no meio de árvores, no habitat de mosquitos e bichos, faz a diferença como um todo nessa parte da narrativa. Percebe-se, nesse departamento, o carimbo HBO na produção.

Imagem dos bastidores de O Hóspede Americano; janela com luz artificial (Reprodução/HBO)

Um serviço público

Gravada em 2018, O Hóspede Americano presta um serviço público ao narrar um pedaço da história brasileira excluído dos livros didáticos e das salas de aula. A trama acompanha o ex-presidente americano Theodore Roosevelt (Quinn), e uma trupe dele, ao lado do marechal Cândido Rondon (Chico Diaz) durante expedição na Amazônia para mapear um rio.

A aventura durou cinco meses, entre dezembro de 1913 e abril de 1914, explorando o que era conhecido como Rio da Dúvida, na região na qual hoje estão Rondônia e Amazonas. 

Embora tenha sido Rondon o descobridor desse curso de água, em 1909, foi Roosevelt quem recebeu a honraria de dar nome ao rio. O marechal foi lembrado no batismo do Estado à esquerda do Mato Grosso.

O Hóspede Americano traça um panorama essencial sobre o trabalho de um desbravador como Cândido Rondon, que há mais de um século mapeou o Brasil preservando a flora, a fauna e criando um relacionamento humano com os indígenas. Afinal, como o militar diz na minissérie, “eles são os donos da terra“.


Siga o Observatório de Séries nas redes sociais:

Facebook: ObservatorioSeries

Twitter: @obsdeseries

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio