Game of Thrones (Fonte: Reprodução)
Game of Thrones (Fonte: Reprodução)

Game of Thrones finalmente cumpriu sua promessa de que o inverno estava chegando no terceiro episódio da 8ª temporada, The Long Night. Era a batalha que os fãs esperavam desde o início da série da HBO: Westeros contra Rei da Noite e seu exército de mortos.

A Batalha de Winterfell levou 55 noites para ser filmada e durou basicamente um episódio inteiro, tornando-a a mais longa sequência de batalhas já vista na televisão.

Na narrativa, no entanto, a Longa Noite só durou do anoitecer até o amanhecer. Chegou rapidamente ao fim quando Arya Stark (Maisie Williams) se atirou no Rei da Noite e o esfaqueou com uma adaga de aço valiriano, terminando sua vida e exterminando seu exército.

Uma batalha em larga escala que terminou em uma hora se mostrou um pouco decepcionante para os fãs, especialmente considerando o tamanho da ameaça que o Rei da Noite representava.

Dito isto, Os Ventos do Inverno, o sexto livro da obra literária de George R.R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo, pode expandir a Longa Noite e o que ela realmente implica para o povo de Westeros, além de uma batalha singular.

A Longa Noite

Game of Thrones estabeleceu que a Longa Noite ocorreu milhares de anos antes dos eventos da séria. De acordo com as histórias que a Velha Ama transmitiu ao jovem Bran Stark (Isaac Hempstead Wright), a Longa Noite durou uma geração inteira. Após sua derrota inicial, os White Walkers se tornaram nada mais que um mito, transmitido de boca em boca por milhares de anos.

“Milhares de anos atrás, chegou uma noite que durou uma geração. Os reis congelaram até a morte em seus castelos, assim como os pastores em suas cabanas; e as mulheres sufocavam seus bebês em vez de vê-los morrer de fome e choravam, e sentiam as lágrimas congelarem em suas bochechas… Na escuridão, os Caminhantes Brancos vieram pela primeira vez. Eles varreram cidades e reinos, montando seus cavalos mortos, caçando com suas matilhas de aranhas pálidas grandes como cães”, revelou a Velha Ama na série da HBO.

Os livros que inspiraram Game of Thrones oferecem muito mais histórias de fundo. A Longa Noite foi marcada por tremenda morte e fome. Era uma época em que os White Walkers começaram a avançar para o sul para conquistar o continente, matando e reanimando cadáveres para construir seu exército.

A chegada dos White Walkers também inspirou profecias sobre Azor Ahai e o Príncipe Prometido, que descrevem um herói lendário, essencial para derrotar a ameça para lá da Muralha e terminar a Longa Noite.

A Longa Noite ainda fez com que os Filhos da Floresta e os Primeiros Homens se aliassem contra o exército dos mortos. Os Westerosi descobriram que vidro de dragão poderia matar os White Walkers e conseguiram impedir a invasão.

A Muralha foi construída (apropriadamente) por Bran, o Construtor para impedir um possível retorno e a Patrulha da Noite foi formada para protegê-la. Então, o resto é história.

A Longa Noite em Os Ventos do Inverno

Com exceção de pouquíssimas aparições em As Crônicas de Gelo e Fogo, os Whites Walkers continuam sendo uma ameaça ao fundo dos livros de George R.R. Martin. No entanto, Os Ventos do Inverno está marcado para trazê-los mais à frente.

Embora ainda exista dúvida sobre o livro incluir ou não a Batalha de Winterfell, é possível que o romance configure, pelo menos, a Longa Noite para ser algo muito mais formidável do que o que foi visto na HBO.

De aranhas à dragões de gelo em batalhas sem fim, há muito a ser explorado aqui. Talvez pudesse até haver um salto temporal mostrando quanto tempo durou a Longa Noite antes da batalha com os Caminhantes Brancos.

Afinal, sabemos que a primeira longa noite durou uma geração, e seria lamentável se o evento também durasse apenas algumas horas nos livros.