Game of Thrones (Fonte: Reprodução)
Game of Thrones (Fonte: Reprodução)

Os fãs de Game of Thrones podem até ter um pé atrás com franquia. Afinal, a 8ª e última temporada ainda deixou um gosto amargo para muitos. Mas a HBO não pensa assim e deu sinal verde para House of the Dragon.

Certamente uma surpresa para aqueles que achavam que veriam uma série sobre White Walkers estrelada por Naomi Watts, explorar uma prequel sobre a Casa Targaryen é, definitivamente, uma boa escolha.

E vamos te dar motivos para acreditar nisso:

Sapochnik

Miguel Sapochnik dirigiu alguns dos episódios mais fascinantes de Game of Thrones. Incluindo o aclamado Hardhome, na 5ª temporada e Battle of the Bastards, na 6ª temporada. Já na 8ª e última temporada, ele dirigiu The Long Night e The Bells. Esses dois últimos podem ter sido criticados pelos fãs… Mas foi por causa do roteiro. A direção artística foi aclamada pela crítica.

Em House of the Dragon, ele dirigirá e atuará como showrunner ao lado de Ryan J. Condal (que ajudou a criar a adaptação televisiva de GoT ao lado de George R.R. Martin, autor da saga As Crônicas de Gelo e Fogo). Decerto, um sinal muito forte de que o spin-off terá a aparência e sensação da série original.

Cara ou Coroa

A série acontecerá 300 anos antes dos eventos de Game of Thrones. E, de acordo com o que estão dizendo as promos oficiais, registrará “o começo do fim para a Casa Targaryen”. E você sabe o que eles dizem sobre essa família incestuosa: quando nascem, os deuses jogam uma moeda no ar “e o mundo prende o fôlego para ver de que lado ela vai cair”.

O que significa que veremos grandes heróis e grandes loucos! O final da dinastia Targaryen, que veio com a Rebelião de Robert, é um ótimo exemplo disso. De um lado, tínhamos Rhaegar, que muitos ansiavam para ver no trono, até que foi acusado (injustamente, segundo o show) de sequestrar Lyanna Stark. Do outro, seu pai, Aerys II, conhecido como o Rei Louco, que tentou queimar Porto Real e, mesmo antes disso, já tinha uma péssima aparência e vivia paranoico com conspirações para tirá-lo do trono.

Game of Thrones raiz

Parte da diversão da série original era ficar imerso em seu mundo e aprender quem amava, ou odiava, ou cobiçava, ou temia ou confiava em quem. E agora teremos a chance de fazer isso novamente: com uma nova lista de personagens, muitas performances novas e uma época até agora não prevista.

O cancelamento da potencial série estrelada por Naomi Watts não é sem motivo. Mesmo com uma queda significativa de qualidade após o fima da 4ª temporada, o show só realmente dividiu os fãs com a Batalha de Winterfell, no episódio The Long Night, no que muitos viram uma facilidade em enfrentar aqueles que, supostamente, deveriam ser os grandes vilões da série. Retornar ao foco político é uma boa aposta.

Zona de Conforto

Por mais que o final da série de fantasia medieval tenha sido controverso, uma coisa todos os fãs concordam: sentimos falta de Westeros. Após 9 anos que trouxeram 8 temporadas desse universo, não poderia ser diferente. Da Muralha até o Braço de Dorne, sentimos falta de cada um dos Sete Reinos.

O spin-off não só trará locais e Casas com as quais estamos acostumados, ainda será capaz de trazer panoramas diferentes; Westeros viveu muitos momentos e, durante a dinastia Targaryen, Casas ascenderam e caíram.

Dragões

Os dragões de Daenerys acabaram por criar um problema que ficou nítido na última temporada: ninguém tinha chance contra ela e três dragões. Com apenas um, ela destruiu Porto Real. Quantos aos outros dois, um teve de mudar de lado e outro foi morto de uma forma pífia.

Podemos acompanhar a chegada de Aegon, o Conquistador, o que não seria tão diferente. Mas o período explorado também poderia ser a guerra civil Targaryen conhecida como A Dança dos Dragões. Assim, teríamos dois lados montando as criaturas. Além, é claro, das intrigas políticas.