Loki e Doutor Estranho devem mudar o MCU para sempre (Fonte: Reprodução)
Loki e Doutor Estranho devem mudar o MCU para sempre (Fonte: Reprodução)

Desde a conclusão da Saga do Infinito, composta pelas três primeiras fases do Universo Cinematográfico da Marvel, os fãs esperavam para descobrir qual seria o foco da Fase 4.

Mas com vários projetos prometidos, os fãs continuam tão confusos quanto antes de assistir Vingadores: Ultimato. Porém, quanto mais detalhes emergem, mais clara é a direção do MCU: direto para o multiverso e para qualquer lugar a partir daí.

O próprio Ultimato abriu a oportunidade de explorar cronogramas e universos alternativos. Mas a aparição de Tom Hiddleston no teaser de Loki no uniforme da prisão Time Variance Authority em uma promoção do Disney+ no Super Bowl, certificou que o assunto serviria como o foco de sua futura série.

“Polícia do tempo”

A TVA dos quadrinhos é uma organização de policiais do tempo que mantém toda a realidade alinhada, e o fato de que um Loki do tempo passado empunhando a Pedra do Espaço com abandono imprudente atrairia sua atenção não é uma grande surpresa.

A introdução da TVA possivelmente desempenha habilmente uma meta-estratégia da Marvel Studios. Nos quadrinhos, a TVA era composta por contrapartes clonados dos próprios editores da Marvel Comics, Mark Gruenwald e Tom DeFalco, que atuavam como especialistas em continuidade responsáveis por fazer o Universo Marvel se encaixar.

Porém, no contexto da TV e Cinema, a integração do TVA permite que o MCU crie e cultive a continuidade que eles desejam. Isso pode incluir a introdução de novos elementos ou a eliminação de elementos antigos.

Multiverso

Certamente, o título Doctor Strange in the Multiverse of Madness promete uma exploração do multiverso que o MCU já fez, e entre esse filme e Loki não há dúvida de que existem infinitos mundos de possibilidades para as personagens explorarem.

A Marvel poderia tentar escalar atores diferentes em papéis diferentes; ou interpretar origens diferentes para personagens preexistentes; ou ainda estrear novas personagens em um “teste”, sem se comprometer verdadeiramente com sua existência no universo regular.

As mesmas possibilidades certamente parecem aparentes na série What If…?, que trará realidades inteiramente alternativas, como por exemplo uma inspirada na saga Marvel Zombies, separadas da principal continuidade da franquia.

Mas se Loki introduzir uma TVA que assume a responsabilidade de policiar o que é “certo” e “errado” com a realidade, então a possibilidade parece totalmente aberta para as personagens ou conceitos mais populares de What If…? serem “corrigidos” de volta para a realidade correta.

Correções

Logicamente, os tipos de correções que o TVA pode criar funcionam nos dois sentidos. Não apenas novos conceitos e ideias poderiam ser integrados ao cânone principal se a Marvel sentisse que seria bem-sucedido, mas ideias já existentes no cânon poderiam ser descartadas e tratadas como um “errado” que a TVA procurava corrigir. Um exemplo possível seria a morte da Viúva Negra, que deu sua vida em Ultimato, mas irá estrelar seu próprio filme.

Se o filme for extremamente bem na bilheteria, e se a atriz Scarlett Johansson estivesse disposta a fazer mais filmes, por que a Marvel não faria o que era necessário para trazê-la de volta?

Enquanto a Viúva Negra está preparada para explorar uma fatia do passado da personagem, com viagens no tempo e realidades alternativas em cima da mesa, sua morte realmente não seria uma limitação se o filme configurasse sua reentrada no universo principal.

Viúva Negra poderia surpreender?

Com tantos olhos assistindo a franquia esperando para ver o que acontecerá a seguir, optar pelo inesperado pode ser a melhor aposta. Certamente, a expectativa até agora era da Marvel se inclinar para o lado cósmico de seus mitos.

Afinal, Guardiões da Galáxia introduziu uma vasta gama de espécies, culturas e conceitos não-explorados. Mas enquanto as muitas galáxias da Marvel têm um número vertiginoso de possibilidades, não há como competir com o infinito oferecido pelo multiverso. Claramente, explorar o multiverso significaria que tudo é possível no MCU.

A decisão criaria inúmeros conceitos criativos que permitiriam que os cineastas levassem suas histórias para onde quer que sonhassem, sem se comprometer com a continuidade. Além disso, do ponto de vista comercial, permitiria que a Marvel gerenciasse seu universo cinematográfico interconectado com mais controle do que nunca.