Double Trouble está realmente trazendo
Double Trouble está realmente trazendo "encrenca em dobro" em She-Ra e as Princesas do Poder (Fonte: Reprodução)

A 4ª temporada de She-Ra e as Princesas do Poder da Netflix levou a Princesa da Rebelião ao seu limite após a decisão de Catra e Hordak de acelerar os ataques em toda a Etheria. E a trama se revelou uma verdadeira Game of Thrones, com direito a traição, rachas dentro do palácio e “a Rainha Louca”. Mas, nesse caso, ainda mais injustiçada que a Daenerys Targaryen de Emilia Clarke.

Irritada com o portal Entrapta aberto no final da 3ª temporada, que permitiu à Horda sentir o planeta, a dupla vilã se esforçou para escravizar Etheria no momento em que o tirano cósmico chegar para impressioná-lo.

No entanto, por mais cruel que ambos sejam, é na verdade o mercenário não binário conhecido como Double Trouble (Jacob Tobia) que prova ser a personagem mais sinistra da franquia até agora.

Double Trouble

Double Trouble entra no pelotão de Catra logo depois que ela afirma um certo domínio sobre Hordak. Catra não quer mais ficar em segundo plano e Hordak surpreendentemente lhe dá mais agência, reconhecendo que precisa de ajuda na sua aquisição. Assim, com a chegada de Double Trouble, que muda de forma, Catra consegue sua maior arma até o momento; ao detectar o potencial de quão realistas são suas habilidades quando se trata de personificar pessoas.

Ele se disfarça de Catra e engana Hordak, o que confirma o quão talentoso é, sendo um ator que adora performances de palco e outros enfeites. Catra usa bem o talento de Double Trouble mais tarde, com o mercenário infiltrando-se na Rebelião como uma fugitiva apanhada chamada Flutterina.

O plano de Catra

Plantada por Catra, Double Trouble se infiltra em todos os cantos da Lua Brilhante como Flutterina, semeando discórdia em todos os lugares, a ponto de uma guerra civil irromper entre Adora e a Rainha Cinitilante. Double Trouble convence Cintilante de que Adora não a respeita e depois engana Adora a pensar que Cintilante está enlouqueceu com o poder (Ah, Dany!) e está desejando o controle de todos os reinos de Etheria.

Outra possível comparação aqui é que Double Trouble sai conivente como o Barão Zemo de Daniel Brühl em Capitão América: Guerra Civil, fraturando a amizade, enganando a todos com facilidade, ao mesmo tempo em que volta para comemorar com Catra.

Uma “Game of Thrones da Netflix”

Muito mais acaba acontecendo disso. Mas o que vale dizer é que, para um “desenho” normalmente subestimado para o seu gênero, a série animada pode ser uma boa alternativa para quem está querendo ver as disputas políticas de reino que ganharam milhões de fãs ao redor do mundo com a série da HBO. E, é claro, disputa territorial.

Claro, não há tanto sangue e nudez, se essa é isso o que você está procurando. Mas esse pode ser um ponto positivo. Afinal, a série funciona para as mais diversas idades.

Certamente, nada será uma nova Game of Thrones. Nem mesmo o spin-off The House of The Dragon, já que GoT foi algo único, assim como todas as séries são. Esse é um pensamento que pode, inclusive, desestimular os fãs, órfãos daquela narrativa, à consumir novos shows. Mas se vocÇe gosta de intrigas políticas, She-Ra e as Princesas do Poder é uma boa pedida.